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domingo, 30 de setembro de 2018

A história de uma ex-obesa



Conversando sobre excesso de peso e emagrecimento.


Olá pessoal, tudo bem com vcs ?

Hj quero falar sobre um tema muito visceral em minha vida: a obesidade, começando por compartilhar com vcs um pouco da minha história com essa velha amiga que tanto me ensina sobre mim.

Nasci um bb com peso normal, tive minha infância com peso normal, mas já ao ingressar na adolescência, por volta dos 13 anos de idade, meu peso começou a aumentar e, junto com ele, a depressão.


Foi uma época bem complicada na minha vida, com a separação dos meus pais, a ausência da figura paterna depois disso, minha mãe tentando se achar com o novo papel de nutridora da família, deprimindo-se no processo, queda financeira, enfim... uma adolescência marcada por uma clara “noite escura da alma”.

Por motivos que só meu Espírito vai poder me dizer em algum momento, escolhi pais bastante narcísicos e infantis, portanto, ausentes afetivamente e sem maturidade emocional para exercerem papéis adultos no processo de criação dos filhos. Havia provisionamento das necessidades materiais e, não posso negar, levávamos uma boa vida neste sentido. Não obstante, o lado afetivo deixava muito a desejar.

A tensão entre meus mais era sempre uma constante e até onde sei, havia períodos em que meu pai saia de casa, o que aumentava ainda mais a insegurança de minha mãe e... logicamente, a minha enquanto criança aberta psicologicamente às energias da dinâmica familiar.

No decorrer do meu aumento de peso, lembro-me de meu pai trazendo-me artigos para ler a respeito da obesidade, lembro-me de ler muitos livros procurando entender alguma coisa, lembro-me de quão humilhada e sozinha eu me sentia com as palavras de meu pai...

Estava ficando cada vez mais gorda, cada vez mais deprimida e cada vez mais solitária. Ir para o colégio era uma tortura...Meu desempenho escolar caiu absurdamente e comecei a ficar de recuperação... Para uma menina que fechava notas no terceiro bimestre, ficar de rec é bem radical... As notas refletiam meu senso de valor próprio.

A tensão entre meus pais chegou a um limite tal que decidiram se separar definitivamente e lógico, não perceberam a necessidade de conversar com os filhos a respeito. Ficou um vazio de repente, uma ausência estranha que começou a ser cada vez mais preenchida com a comida... Alimento físico para fazer a nutrição emocional do meu profundo estado de carência afetiva.

Resultado? Obesidade. Trinta quilos de sobrepeso.
Fiquei viciada em comida. Lembro-me muito claramente de que não conseguia pegar um ônibus para a faculdade ( na época estava na FAAP fazendo Administração ) se antes não tivesse me enfiado em algum pote enorme de farinha láctea com muito açúcar. Na época, eu pesava 93 quilos e só tinha 3 vestidos para usar. Tinha perdido todas as minhas roupas e junto com ela, a esperança, a autoestima e qualquer senso de valor de mim mesma.

Até que, num certo dia, minha mãe leu um artigo do Dr. Sidney Chioro, falando sobre a obesidade do ponto de vista emocional. Ele era um médico, formado pela USP, que tinha se especializado em emagrecimento. Alguém telefonou para o Instituto, até hj não sei quem foi, pegou as informações e me inscreveu no processo. Lembro-me exatamente do dia em que precisava ir para a primeira sessão do tratamento. Eu simplesmente não conseguia... não tinha coragem...

Uma de minhas tias, sabendo dessa situação desesperadora, emprestou o carro e meus irmãos me levaram para o tratamento. E esse dia foi o dia da mudança na minha vida. Lembro-me de Sidney me falando “esse corpo não combina com esse rosto...”, com toda a sua gentileza e cavalheirismo, fez a entrevista comigo e me colocou num dos grupos de emagrecimento que ele conduzia.

Tinha muito trabalho a fazer... com certeza...

Eramos conduzidas no processo de diferenciação da fome emocional da forme física e verdadeira e um dos pontos principais era ter um diário de emagrecimento. A ideia básica era escrever o que estava acontecendo quando sentíamos o impulso de comer para que, aos poucos, fôssemos diferenciando um do outro no processo.

E assim foi... gradativamente fui ficando mais magra, mais forte e mais dona de mim mesma, a depressão foi diminuindo, comecei a andar de bicicleta, fazer aeróbica com a minha “idala” da adolescência – Jane Fonda, larguei meu emprego, estudei feito uma maluca e entrei em Psicologia, na USP, estudando em casa sozinha !

Hj, sou Psicóloga, com peso normalizado, depressão curada, conversando com vcs aqui, compartilhando minha história de autossuperação.

Embora tenha estudado sobre DTM ( Disfunção Temporomandibular ) e já muito feliz com todas as pessoas que tenho conseguido ajudar na amenização desta patologia, é com a obesidade e com questões relacionadas ao corpo que sinto a força do uso criativo da cicatriz emocional.

Então, quero a partir de hj, escrever uma série de artigos sobre obesidade, emagrecimento e fome emocional a partir da perspectiva de alguém que se tornou ex, na esperança de ajudar também a quem precisar de palavras de apoio neste processo.


Hj, posso dizer, estou preparada para isso como ex-obesa e como profissional e vou me sentir enormemente realizada se puder aumentar essa estatística de ex-obesos realizados e livres do excesso de peso emocional cronificado em gordura.

Vamos juntos?

Nos vemos nos próximos artigos !

Um beijo grande!!!

Salma

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Palavras de um Amigo...


Vc pode ser natural... e... acredite... isso basta! Esse processo demanda humildade, demanda um desnudar-se corajoso de si mesmo.
O autoconhecimento trabalhado é premissa para que a autoconfiança possa ser desenvolvida. Refiro-me à confiança em ser quem se é.
É este senso de confiança em sua beleza, natural e inata, que resgata a sensação de estar apaixonado por si... quando se está apaixonado, a aura brilha, os olhos brilham, há uma sensação enorme de de poder tudo... a disposição aumenta, a fé aumenta... Porque nos percebemos amados, valorizados, importantes.
Nosso corpo passa a funcionar dentro do modelo bioquímico da Primavera, da criatividade, do perceber-se com recursos para lidar com o contexto de maneira construtiva, encontrando saídas onde antes não conseguíamos enxergar.


Quando estamos apaixonados por nós não queremos nos largar...
Mas normalmente e, muito mais frequentemente do que seria o desejável,  escolhemos idolatrar artistas, BBB´s, produtos, palestrantes, mestres, gurus, pastores, padres, pais, mães, irmãos... que tiveram a coragem de seguir seus próprios sonhos e o assumiram, ao invés de irmos de encontro aos nossos próprios...
Alguém viu Buda idolatrando alguém?
Alguém viu Jesus idolatrando alguém?
Não... eles se conectaramm com algo muito, muito maior que isso...
Eles fizeram algo que nós não temos a coragem de fazer: assumir o seu ideal! E é por isso que se tornaram tão fortes... tão admiráveis...
E por isso os idolatramos. Idolatramos neles algo que não reconhecemos em nós e escolhemos terceirizar.
Mas, ao invertermos este processo de projeção e reconhecermos o Guerreiro forte, capaz, conquistador, capaz de batalhar por si que existe em nós, passamos a idolatrar a nós mesmos, ganhando autonomia emocional no processo.
Deixamos de ser presas fáceis para relacionamentos abusivos de qualquer natureza... deixamos de nos relacionar com o mundo a partir do vazio da carência interna...
Neste estado, não é mais necessário que o outro demonstre amor por mim para que eu me sinta amada, existente e importante. Eu passo a ser capaz de me nutrir a mim mesma de amor. E aí sim, eu passo a amar o outro também, sem fazê-lo de joguete, mas preservando o que ele tem de mais belo: a sua individualidade.
A conexão com o Guerreiro interno, por um motivo muito lógico, permite acessar uma enorme sensação de autoproteção, autodefesa e conquista.
Lembre-se de uma coisa: somos Deus em experimentação de si mesmo! Por um acaso, Deus é estereotipia?
Mas somos desafiados neste processo de autoconhecimento, de sustentação da nossa verdade, não é mesmo?
E por que?
Não testamos nossa paciência num ambiente harmonioso ...
Não testamos nosso amor próprio perante pessoas que nos tratam bem ....
Não testamos nossa força física pegando um peso leve ...
Por que com a vida seria diferente?
Quando optamos por sair da inércia, do vitimismo em favor do desenvolvimento de uma determinada competência, a Vida começa a nos apresentar muito claramente todos os pontos necessários a este desenvolvimento.
E ela o faz trazendo situações que exponham exatamente todos os nossos pontos fracos... todos os pontos que estão aquém do objetivo estabelecido como meta de desenvolvimento. E assim, podemos avaliar nosso grau de sucesso em cada etapa do nosso treinamento de autossuperação.
Quando estamos na “vítima” porém, a dor é encoberta e terceirizada, estamos sempre dependentes do exterior, da chegada do leite materno para que possamos nos sentir plenos e alimentados. Esperar por este leite na fase adulta é fadar-se ao fracasso emocional, certamente.
E mesmo assim, mesmo na imagem do aleitamento materno, vale lembrar que o bebê não é passivo no processo. Se a mãe oferece o seio ou a mamadeira, cabe a ele o processo de localização do bico, apreensão deste bico, sucção, digestão e metabolismo!
Não fomos criados para passividade, definitivamente!
A passividade e a inércia são posições autoritárias e arrogantes que trazem em si a premissa de que o alheio tem que corresponder as nossas necessidades.
Nossos parceiros não são nossos fantoches!
Vc acha mesmo que alguém pode te ferir quando vc já deu conta desta ferida?
Somos atingidos por flechas e ataques apenas se e quando for necessário. Para que possamos enxergar com muita clareza as dores das quais precisamos nos limpar... a dor da rejeição, do não merecimento, da solidão, da escassez, da impossibilidadem, dos apegos prejudiciais a nós mesmos que nos colocam na passividade que putrefa a alma.
Abraçar e transmutar a sombra dominada pelo mal cheiro da putrefação é fundamental neste processo....Upcycling da alma ! O lixo sempre serve para alguma coisa! O seu lixo emocional serve para o seu crescimento enquanto Ser. Tenha coragem de olhar para ele!
Somos humamos e. por definição, incompletos! E essa é a graça do negócio... a possibilidade de podermos investir em nós mesmos e nos autossuperar e sentirmos orgulho por isso! Competir com nossos próprios padrões e vencermos, um a um! Esse é o Heroi... Esse é o Guerreiro...Esse é o seu Deus Interno que deseja absurdamente viver de acordo com o propósito da sua Alma. Deixe-O existir como Sol na sua Vida. Ele não consegue isso sem vc!
Vc já reparou que na Mandala Astrológica, a casa 1 é regida por Áries?
Vc já reparou que o início se dá com o Guerreiro?
O Guerrreiro que se dispôs a vir para a terra, com um projeto encarnatório em mãos com a coragem de crescer e Ser Mais... que desenhou toda a holografia do corpo físico de acordo com os seus objetivos... que precisou escolher um óvulo e um espermatozoide dentre milhões para iniciar o projeto da encarnação.... o Guerreiro que precisou passar por traumas, desentendimentos, desafetos para manter-se aqui e seguir seu plano?
Vc acha mesmo que esse Guerreiro que está em vc é tão fraquinho assim que não possa lidar com a adversidade?
Ah... por favor... não se menospreze a esse ponto...
Abraham Maslow, um dos grandes teóricos da Psicologia Humanista nos disse:
“ ... todos nós nascemos com determinadas necessidades inatas para vivenciar valores mais altos; da mesma forma que nascemos psicologicamente com a necessidade de zinco e magnésio em nossa dieta. Então, este argumento está definitivamente dizendo que nossas necessidades e motivações mais altas estão biologicamente enraizadas. Todos os serems humanos tem a necessidade instintiva de altos valores de beleza, verdade e justiça, e assim por diante. Se podemos aceitar esta noção, então a questão-chave não é o ‘o que fomenta a criatividade?’ mas ‘por que, em nome de Deus nem todos são criativos?’ “
Não gostamos de nos sentirmos nada.
Não gostamos de sermos manipulados, dominados, mandados, forçados, pressionados, ridicularizados ou explorados. Mas fazemos isso conosco, não é verdade?
Vivenciar a si mesmo como alguém que tomas as próprias decisões, autonomia, iniciativa, realização... Tudo isso faz parte deste sentido de valor próprio que muitas vezes insistimos em negar para nos livrarmos da tensão que vem com esta opção de Ser.
O pulo do gato é entender que, em geral, diria Jung, o consciente e o inconsciente raramente estão de acordo no que se refere a seus conteúdos e tendências.
A consciência do ego sempre busca a satisfação imediata, enquanto que o inconsciente busca a realização da totalidade que engloba aspectos sombrios e tem o seu tempo para realizar.
Essa oposição entre ego e inconsciente, Jung explica que se deve ao caráter complementar entre os dois. É por isso que se insiste tanto em abraçar a Sombra.
Esse conflito possui uma função que é  gerar tensão, afim de promover energia e movimento, uma vez que a tendência da consciência é manter-se no mesmo estado, ou seja, a inércia.
Trabalhar pensamentos concientes não traz mudança... Então a vida entra em ação, fazendo-nos enxergar o inconsciente que tanto tentamos negar. E isso dói, certo?
Mas, nas palavras de Jung ( 1998 ), “a consciência é um processo momentâneo de adaptação, ao passo que o inconsciente contém não só todo o material esquecido do passado individual, mas todos os traços funcionais herdados que constituem a estrutura do espírito humano”
Portanto, olhe para os acontecimentos da Vida como grandes professores te ensinando, por mais duro que seja, a perceber mais de vc em vc mesmo !
Menosprezar esta Sabedoria é morrer em vida.
Se vc está passando por um momento chamado Ruim, preste atenção aos conflitos que estão sendo iluminados em relação à sua guerra interna. E se vc está numa Guerra, é para que possa, necessariamente e praticamente sem alternativa, reconhecero seu Guerreiro Pessoal. Principes e princesas não vão à Guerra, certo ? Guerreiros, estes sim vão ! Vc tem um dentro de vc ! Acredite !
Mas com a falta de autoconhecimento, vc dificilmente conseguirá despertar esse Guerreiro, já que estará sempre na dependência do exterior, de um ídolo qualquer, de uma sensação de proteção que vem de fora e, óbvio, sobre a qual vc não tem o menor domínio...
É a carta da Torre do Tarot... uma construção enorme ruindo...
Completamente diferente da carta do Mundo, em sua plenitude nua, desvestida de estruturas rígidas, porque aprendeu a se conhecer.
Carl Rogers, um outro autor da Psicologia Humanista,  postula que há em cada um de nós um impulso inerente em direção a sermos competentes e capazes, inteiros e integrados. E isso não é difícil de imaginar!
Pare para pensar seu em seu corpo físico há um lindo Sistema Nervoso integrando a ponta do seu dedinho do pé, coordenando as passadas de suas pernas, metabolizando o cafezinho que vc acabou de tomar, ao mesmo tempo em que regula sua respiração e a coordena com seus batimentos cardíacos enquanto seu cérebro processa todas as informações que vc está adquirindo a partir dos inputs visuais que chegam aos seus olhos... para falar o mais óbvio...
Vc acha mesmo que este mesmo processamento mental não é capaz de te colocar numa direção de autocoerência e desenvolvimento???
Rogers nos fala que assim como uma sementinha tem em si todo o potencial para tornar-se uma planta, uma árvore, uma pessoa é impelida a se tornar uma pessoa total, completa e autorrealizada.
A maior tarefa para isso é estabelecer um relacionamento mais genuíno consigo mesmo. Aceitar-se a si é um pré-requisito para uma aceitação mais fácil e genuína de si e dos outros. O caminho passa por:
·         Assumir consigo o comprometimento de cultivar um processo mutável de diálogo com as experiências, permitindo-se ver-se de formas diferentes em cada uma delas. Este comprometimento a levará a descobrir novas coisas a seu respeito, reinventando-se no processo.
·         A comunicação aberta de seus sentimentos é fundamental. A franqueza, o arriscar-se na autenticidade, na autocoerência, na ética interna. Não é uma questão de simplesmente colocar para fora os sentimentos. Não é disso que estamos falando. Mas, e aqui está a parte mais desafiadora do processo, ser capaz de aceitar empaticamente o que vier em troca. Aqui sim, temos a autonomia emocional de alguém autorrealizado.
·         Não aceitar papéis impostos. Preste atenção em uma coisa: vc veio de seus pais e por isso seja grata, mas vc não é seus pais, em nem deveria ser...Amor e diferenciação coexistem maravilhosamente bem ! Lembre-se: somos Deus em Individuação !
Vamos encerrar com as palavras de Rogers: “Talvez possa aceitar-me como a pessoa ricamente variada que sou. Talvez possa ser espontaneamente mais essa pessoa. Nesse caso, poderei viver de acordo com os meus próprios valores experimentados, conquanto tenha consciência de todos os códigos da sociedade. Nesse caso, poderei ser toda esta complexidade de sentimentos, significados e valores – livre para dar o amor, a raiva, a ternura que existem em mim. É possível então que eu venha a ser um participante real de uma união, porque estou em vias de ser uma pessoa real. E espero poder incentivar-me a seguir o caminho na direção de uma personalidade única, que eu gostaria imensamente de compartilhar comigo mesmo e com os outros com quem me encontrar.”
Um beijo grande !!!

domingo, 9 de setembro de 2018

Estamos em Crise... Sim !


Assistindo ao filme “O Efeito Sombra”, pude me re-lembrar do fato de que somos todos afetados pela sombra coletiva. Somos afetados pela miséria, pela violência, pelo egoísmo ganancioso, por comportamentos abusivos de qualquer sorte... Não importando se estes comportamentos estão em nossa casa ou não.

Em função de nossa constituição energética, nós mulheres, somos particularmente mais afetadas, porque somos também muito mais conectadas ao coletivo.
Podemos dar explicações psicológicas, socioculturais, históricas... mas acho, sinceramente, que elas não vão passar muito disso: explicações.
Não vejo o quanto explicações resolvam o mal-estar angustiante que estamos sentindo em nossos corpos, neste exato momento chamado agora.
Mas é importante que saibamos de uma coisa: quanto mais negamos um aspecto sombrio em nós, mais ele se torna energizado, - na física, temos o princípio que nos diz o seguinte: a cada força aplicada há uma força de igual intensidade e em sentido oposto.  Algo parecido com “quanto mais vc empurra uma parede, mais ela te empurra”... Quer isso na prática ? Experimente levantar-se do chão empurrando a terra com o pé ao invés de só forçar o quadríceps e veja como fica mais fácil....
Isso vale também para nossos movimentos psíquicos: quanto mais empurramos uma coisa para o inconsciente, mais essa coisa empurra nossas defesas, exigindo cada vez mais esforço da nossa parte em negá-lo, reprimi-lo, empurrá-lo para os porões de nosso processamento mental.
E Deus sabe o quanto isso é cansativo. Ficamos esgotadas, irritadas, desgastadas... enquanto nossas mentes não param de funcionar e tentar heroicamente manter a imagem social construída meticulosamente desde muito cedo.
Corremos demais, trabalhamos demais, comemos demais, bebemos demais, gritamos demais com nossos filhos, desesperadas, tentando manter algo que já nem sabemos mais o que é.
Viemos para a Terra com seres biologicamente dependentes e isso é bem claro... mamíferos ocupam o topo da cadeia sistêmica em termos de dependência para sobrevivência. E lógico, para sobreviver num grupo, precisamos nos amoldar a regra deste grupo, certo? Então, empurramos coisas que não podem aparecer para este grupo para as sombras, mesmo que estas coisas sejam o mais essencial de nós mesmas, até nos esquecermos de quem somos, do que faz nossos olhos brilharem, do que faz nossas Almas se encherem de energia e vibração.
Preste atenção: somos frutos biológicos de nossos pais, mas nossos pais não são os progenitores do nosso Espírito. Se eles tem grande responsabilidade por nossa história passada, aquela que queremos empurrar para debaixo no nosso tapete inconsciente, eles não são e nunca serão responsáveis por nosso futuro, porque isso cabe ao nosso Espírito !
E quando não tomamos consciência disso, a Vida entra em cena com seus caminhos nada racionais... e nos coloca em xeque.
Tudo começa a desmoronar ao redor, fragmentando-se em mil pedacinhos que não se conectam mais... exatamente com a carta da Torre no Tarot.
Nada funciona mais como antes... nada flui... nada deslancha. Culpar os outros já não funciona mais, não alivia mais nossa dor. Terceirizar a vida e conjulgá-la em terceira pessoa não aplaca o mal-estar.
Estamos em crise! E agora?
Sim... A Vida tem mecanismos indiscutíveis de nos colocar em crise, de nos colocar frente a frente com tudo aquilo que julgamos nosso maravilhoso modo de vida, e que no fundo – e sabemos muito bem disso - nos angustiam terrivelmente porque em nada tem a ver com quem realmente somos.
Nosso melhor e nosso pior coexistem em nossa sombra. Então, se queremos o melhor de nós, temos que olhar para ela.
Olhe para a Dor como um grande portal iniciático que te coloca em direção a vc mesma. Passe por ela e use a dor para transformar seu mundo.
Apropriar-se da própria Dor nos torna pessoas mais fortes, mais autônomas...
Diria que é um ato revolucionário!
Há sabedoria em cada ferida, busque por ela, olhando criativamente, use-a como o fundo poço, já que é no fundo do poço que nos colocamos com uma única possibilidade: dar um jeito de subir.
No fundo do poço, olhe para as estrelas, olhe para cima e saiba... Nossa dor não é pessoal, vivemos num momento dolorido por si só...e entender isso é sair de uma posição de incapacidade para uma posição de força.
Vamos sair de nossos pensamentos de pequenez e vamos entender que há algo no mundo para o qual somos chamados.
É por isso que temos dons! Ou vc se esqueceu disso ?
O stress, a depressão, a ansiedade, processos inflamatórios que geram doenças físicas sinalizam aspectos de nós que estamos insistindo em não reconhecer.
Emoções não digeridas precisam ser olhadas e ressignificadas. Nossos corpos físicos precisam ser colocados em movimento e servir como canal fluente para nosso Espírito.
E posso dizer, não vamos escapar de uma boa crisezinha... sabe por que?
Porque ninguém vai escapar de crescer em individualidade e essência!

Um beijo grande !

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Ansiedade, Depressão, Inteligência Espiritual e Cura


Ansiedade e Depressão são como movimentos pendulares de uma mesma dinâmica psíquica correlacionada de forma inconsciente.

Boa parte de nossas doenças físicas tem origem no que se convenciona chamar de “transtorno de ansiedade”. Não falo daqui daquela ansiedade relacionada a um fato externo e pontual, mas da sensação do medo difuso, cuja origem eu não consigo identificar com clareza, como um estado crônico, constante, do qual eu não me consigo me desvencilhar.
Polaridades emocionais intensas e não integradas, sentimentos de amor/ódio, ambiguidades de papeis, sensações de emoções díspares que nos dominam completamente são características da contraposição de sentimentos e que nos colocam em ansiedade.
Todos vivenciamos estas disparidades: já tivemos o coração acelerado, mãos frias, suor, tonturas, aperto ou opressão no peito, nó na garganta, nó no estômago, náuseas, boca seca, tontura, alteração de pressão, insônia, perda de memória, diminuição da capacidade concentrativa... sem nenhuma causa física que justifique o quadro...
O ponto ao qual me refiro é, além de não haver causa física, estar constantemente neste estado, a frequência com que estes sintomas ocorrem é um critério diagnóstico para diferenciar o transtorno de ansiedade da ansiedade traço ( ou seja, a ansiedade como reação a uma situação específica e identificável no tempo, com começo-meio-fim ).
No entanto, o organismo vai se esgotando com este funcionamento alterado da máquina biológica e então, o que antes não tinha uma causa física diagnosticável, passa a ter, demandando intervenções medicamentosas necessárias, seja através da medicina convencional, integrativa ou vibracional.
Há um ponto interessantérrimo a se destacar aqui: a hiperestesia que faz parte do transtorno de ansiedade. A hiperestesia é o termo utilizado para o que normalmente chamamos de “estar com os nervos à flor da pele”. Nessa hiperestesia ( irritabilidade ), há uma redução do limiar responsivo do sistema neurológico, ou seja, precisamos de menor intensidade de estímulos externos para eliciarmos uma resposta ao meio. Estamos, de fato, mais sensíveis, captando mais intensamente, o que nos permite a conexão e a vulnerabilidade e acesso a outras frequências e campos magnéticos que até então não pareciam existir.
Lembre-se de que nosso sistema neuronal é um grande sistema eletromagnético e comporta-se enquanto tal! Assim, a partir da amplificação da captação de frequências entramos em contato com outras “mentes” de frequência parecida: mediunidade.
A glândula pineal, já apontada por Descartes, e bem estudada pelo Dr. Sergio Felipe é um órgão-glandular que temos no centro do nosso cérebro. É responsável pela produção de serotonina e, portanto, todos os nossos biorritmos a partir da captação da luz e também responsável pela captação do magnetismo existente no contexto através da sua estrutura cristalina irrigada por circulação sanguínea, jogando a informação para as regiões talâmicas e a partir daí podendo fazer conexão com qualquer área do cérebro: lobo frontal gerando ideias, pensamentos mais saudáveis ou não, lobo occipital gerando imagens pictóricas ou fenômenos clarividentes, área motora podendo gerar crises epiléticas, hipófise impactando em alterações hormonais ou do sistema nervoso autônomo, trazendo então a sintomatologia de difícil controle para a medicina convencional.
A mediunidade é uma função de senso-percepção: há captação de estímulos através da pineal que são jogados e interpretados pelo córtex cerebral e materializados no corpo físico através do sistema neuro-endócrino.
Se na ansiedade, já nos vemos fragilizados, no contato mediúnico, por semelhança do contato eletromagnético, a maior probabilidade é que também entremos em contato com mentes também fragilizadas, e então, abrimos espaços para sensações de despersonalização, da perda do sentido de si.
Na hiperestesia, característica da ansiedade, nosso sistema neuronal está pronto a captar outras referências externas, não pertencentes a nós, que impactam em nosso corpo físico diretamente através de toda a complexidade endócrina da qual fomos dotados. Este excesso de estímulo nos confunde, nos desgasta, nos desestabiliza. É um excesso de energia que precisará ser utilizada pelo organismo. Se não dermos um direcionamento construtivo a essa energia, o corpo utilizará para formar pedras, cálculos, hemorragias, ganho de peso, etc




Há que se ganhar a consciência sobre o poder eletromagnético do nosso sistema cerebral e do nível de influência destes processos sobre a nossa vida do cotidiano! Nosso corpo está muito além de um sistema químico. É também um sistema eletromagnético captador de ondas e frequências!
Nosso corpo etérico é o nosso corpo físico, como um duplo num campo onde a frequência de vibração dos elétrons é maior do que a frequência de vibração da luz captável por nossos órgãos nos sentidos do corpo 3D.
Todos temos energia vital que circula em nosso corpo através do sangue a partir da captação de oxigênio. Veja: energia vital que circula! Energia precisa circular! Já temos comprovado que no movimento acelerado, o tempo retrocede. Em termos filosóficos, podemos dizer que a estagnação envelhece. Em termos biológicos, podemos dizer que a estagnação adoece!
Daí deriva que a doença pode ser entendida como a estagnação do potencial energético no corpo por algum bloqueio à ação do próprio Espírito.
Se entendemos que a doença deriva de um transtorno de ansiedade e se entendemos que um transtorno é um bloqueio do Espírito, então... para que alcancemos o reequilíbrio do corpo, precisamos liberar a fluência do Espírito em nós.
Mas, há que colocar um outro conceito aqui: Espírito é Consciência! É a sua consciência no sentido mais amplo do termo, consciência do seu potencial de ação, da sua missão na Terra, do seu compromisso com vc mesma dentro do grande projeto encarnatório.
Adoecemos por não utilizarmos nossas potencialidades, até em função de toda estrutura débil e delimitante existente atualmente. Há pessoas que estão doentes mas que na verdade não estão usando potencial de ação! E posso te dizer, é a grande maioria.
Há que se revolucionar a própria vida, reinventar-se a partir de si mesma!
Nossos momentos individuais de crise nos apontam claramente para isso e, amiga, vc não sairá da crise enquanto não se reinventar completamente e ter a coragem de abrir mão de tudo aquilo que, na verdade, não tem mais funcionalidade p vc !
Depressão, ansiedade, hiperestesia falam de uma antena “mega sensível, super-captante”, que demanda um uso produtivo para o seu potencial. E pode apostar, há alguém no mundo precisando do seu potencial para também se reequilibrar e redescobrir a Vida.
Não se permita mais viver aquém de vc mesma! Há um terreno que vc precisa ocupar com a sua identidade, com o mais individual em vc. Nossa euforia saudável está necessariamente correlacionada com a nossa sensação de sermos realizadores, produtivos em uma causa maior a partir da nossa vocação. E vou te advertir: essa exigência aumenta com a idade ( lembra de Saturno )...
Qual é a sua causa maior? Qual a sua proposta de vida? O que faz seus olhos brilharem? Sua saúde depende de respostas sinceras a estas perguntas porque elas te reconectam com sua alegria de viver.
Se não for assim, sua energia vital irá se acumular no seu corpo físico e abrirá toda uma possibilidade de calcificações, queimações, inflamações e inchaços.
Qual a sua escolha?
Seu espírito é superior a sua criação, a sua condição financeira, a sua condição afetiva. 
Lembre-se sempre disso!
Bjs!