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terça-feira, 17 de outubro de 2017

A relação Feminino-Masculino e a Dificílima Arte de Amar

Aproveitando a Lua em Libra, vamos aprofundar nossa reflexão lançando um olhar Junguiano sobre a relação Mulher-Homem e a difícil Arte de Amar.


Homens e Mulheres são polaridades de uma androgenia anterior.
No olhar alquímico, a composição da energia masculina é basicamente feita sobre o fogo e a terra, quentes e secos, enquanto a composição feminina é fria e úmida, com a predominância de ar e água.
Estes dois aspectos compõem o que chamamos de serpente de pai e serpente de mãe, cuja integração deve existir em cada Ser para que a saúde, em todos os níveis, possa ser mantida.
Sol e Lua funcionando conjuntamente. Esta é a ideia.
E este é o desafio nosso de cada dia em nossa gradativa formação de Consciência do que é ser homem e do que é ser mulher.
É através do relacionamento com o outro, no sentido de Eu/não-Eu que essa identidade se forma. Vou descobrindo quem eu sou, junto com a descoberta de quem eu não sou.
Mas, quando no meio do caminho, problemas ocorrem, essa diferenciação, que para a criança é feita a partir do relacionamento com os cuidadores, problemas em relação ao ser no mundo irão ocorrer. No decorrer dos anos, estas dificuldades serão projetadas nas relações futuras, e, a julgar pelo que vem ocorrendo em termos de História da Humanidade, não estamos nos saindo muito bem....
E o ponto é básico: não sabemos reconhecer o outro como ser desejante porque não reconhecemos partes de nós que pulsam na Sombra Inconsciente. Se não me reconheço em mim, como vou reconhecer o outro? Como vou amar o outro???
Precisamos reconhecer que nossos filhos existem, sonham, desejam, sentem dor, sentem frio, sentem fome... e não estou me limitando aqui ao nível físico da coisa.
Precisamos reconhecer que há uma criança em nós que sente frio, fome, sede e necessidade de aconchego...
Precisamos compreender que a função estruturante do amor só pode ser profundamente elaborada e vivenciada quando o homem e a mulher se tornam capazes de se conhecer ao exercerem plenamente a posição dialética, que inclui os Arquétipos da Alteridade, da Anima e do Animus. Ou seja, no relacionar-me com minhas energias masculina, feminina em mim e no outro.
Essa elaboração é inseparável da liberdade, da consideração mútua e dos direitos iguais para o desenvolvimento do homem e da mulher como companheiros no processo de individuação de cada um.
Isto é muito complexo, não é um fim em si. Diria que é muito mais um processo de profundo autoconhecimento, exercício que dura a vida toda, mas sem o qual não conseguiremos avançar enquanto coletividade.
Aqui está o grande desafio, conhecer minha totalidade significa também reconhecer o que há de Sombra em mim. Não há como escapar disso, não importa o discurso que se tenha.
Durante a dominância matriarcal da pré-história predominaram os mitos de fertilidade, nos quais grandes deusas e deuses propiciam as forças da natureza. As religiões panteístas bem expressaram o culto das divindades como forças criadoras da fertilidade da natureza. Na realidade, os grandes deuses também expressam a criatividade da fertilidade.
Mas com a dominância patriarcal que gradativamente passou a existir e dominar o pensamento humano, algo se perdeu e se desequilibrou profundamente. Passamos a nascer de parte de um homem, Lillith foi esquecida enquanto mulher que se recusou a ser submissa. E as consequências nós conhecemos bem....
Homofobia, preconceito, bruxas queimadas, mulheres violentadas, o diferente assassinado, a sensualidade controlada e deturpada.
Aos poucos nos viramos para o Mito do Buda no Oriente e pelo Mito Cristão no Ocidente, com um Jesus completamente revolucionário que a Igreja insiste em esconder. Não importa... modificações gradativas começaram a abalar significativamente a dominância da organização patriarcal e a desigualdade da relação feminino-masculino.
A segunda metade do século XX apresentou o início dessas grandes mudanças nas sociedades ocidentais. Junto com os movimentos em prol dos direitos humanos, o desenvolvimento tecnológico e médico alterou fundamentalmente a relação homem mulher.
A descoberta dos anticoncepcionais e da função do clitóris no orgasmo da mulher; sua profissionalização progressiva; a despatologização e admissão da homossexualidade dentro do desenvolvimento dos direitos humanos; o estímulo ao desenvolvimento da afetividade do homem; a queda do muro de Berlin, com o término da guerra fria; a pacificação relativa dentro da globalização e o desenvolvimento fantástico da comunicação foram decisivos para propiciar o crescimento intenso da liberdade de desenvolvimento do homem e da mulher e da sua busca de um diálogo profundo para o seu conhecimento recíproco e o seu relacionamento amoroso.
Infelizmente, porém, o reacionarismo de muitas culturas dominantemente patriarcais não só não diminuiu como, compensatoriamente, até mesmo aumentou.
Ainda convivemos com nossa Sombra, com a intensificação do que há de mais retrógrado em muitas sociedades, centradas na miséria, no atraso social e na opressão conjugal e intelectual da mulher pela exacerbação da organização patriarcal repressiva tradicional nessas sociedades.
Até em função disso, e deformado pelas muitas defesas estruturadas nos milênios de opressão, o feminismo seguiu, principalmente na segunda metade do século XX, um caminho de autossuficiência, prepotência e competição com o homem pelo poder, baseado nas mesmas deformações do machismo que, através dos tempos, inviabilizaram a capacidade de amar do homem.
Nós mulheres nos tornamos fálicas... numa espécie de competição, atrelada a uma relação de poder.
Esvaziamos nossos corpos, e caminhamos sombriamente para o exibicionismo, a promiscuidade sexual compulsiva, a gravidez precoce, as doenças sexualmente transmissíveis e uma profunda desorientação existencial que nos afastou da autorrealização profissional e amorosa que pensamos ter conseguido.
Aos poucos, porém, estamos retomando nosso equilíbrio hermafrodita percebendo os descaminhos dessa busca, que, devido às inúmeras atitudes defensivas adotadas, precisam ser elaborados e modificados. Com isso, o movimento feminista vem abordando ultimamente seu grande desafio, que é a realização profissional, com a conquista da independência financeira junto com a manutenção da sua riqueza afetiva no relacionamento com o homem, com os filhos e com o lar, os quais no passado contribuíram para o seu cerceamento, mas que hoje precisam ser integrados na sua autorrealização.
Sim! Estamos avançando, mas ainda há muito por fazer para que, de fato, possamos ser capazes de amar plenamente a nós e ao outro em sua plenitude divina.
Vamos em frente, então! Temos uma herança de aprendizagem que precisa ser deixada aos nossos filhos, na esperança de um mundo melhor.
Um grande beijo !


Texto baseado em Artigo publicado na Junguiana, Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, nº 32-1, junho de 2014, São Paulo, SP. 

domingo, 1 de outubro de 2017

O Arquetípico no Seu Feminino Sagrado

Temos falado muito sobre Arquétipos em nossos artigos, mas ainda sem definir o que são.
Hj, eu gostaria de trabalhar com vcs de uma maneira um pouco mais conceitual, na medida em que considero extremamente importante um pouco desta abordagem para que se ganhe consciência e profundidade em nossas leituras.
Assim, hj, vamos contar um pouco da vida de Jung, falar sobre o conceito de Arquétipo, ressaltar sua importância para nosso desenvolvimento individual e, então, fecharmos de uma maneira mais leve, propondo a história de um Arquétipo ( Deusa Tara ),  sua dança sagrada  e feminina.
É lógico que vamos falar sobre Jung !
Vc me acompanha nesta viagem ?
Boa leitura !


Jung, um homem completamente a frente do seu tempo, trabalhou profundamente com o conceito de Arquétipo, tão utilizado em Mitologia, Teologia, Astrologia e, lógico em Psicologia.
Mas ele tem uma função fundamental em nosso cotidiano, pois através dele, podemos desenvolver e dinamizar nossa saúde emocional.
Arquétipos são como grandes padrões existentes no Inconsciente Coletivo e, portanto, acessíveis a todos os seres humanos. São como grandes padrões de frequência energética, passiveis de serem acessados em suas diferentes escalas de oitavas e, neste sentido, eles nos dão uma orientação de crescimento individual ao mesmo tempo em que cumprem a função de fazer com que nos percebamos conectados a algo maior que nós, de modo transpessoal. O arquétipo tem esta beleza: através dele conectamos o pessoal individual ao transpessoal universal ( grounding... lembra-se ? rs... )
Jolandi Jacobi em seu livro “Complexos, Arquétipos e Simbolos” nos diz que os arquétipos possuem uma natureza orientada “para cima”, para a Natureza das ideias e outra, “para baixo” para os processos biológicos, terrenos e do corpo. Interessante isso, já que este conceito nos remete à ideia de linha do Hara e também ao conceito de chakras.
Neste sentido, nos alinharmos ao Hara também pode ser entendido como nos conectarmos ao nosso principal Arquétipo, ao Arquétipo que temos como Missão de Vida principal desenvolver, tendo por base o nosso Arquétipo de apoio ancestral principal que é Gaia.
Ao ler os textos de Jung, vemos que ele procura dar um substrato biológico para o conceito de Arquétipos, no sentido de que o Sistema Nervoso Central ser um ponto de conexão principal para que as imagens, ou os símbolos referentes ao Arquétipo, possam existir em nosso mundo psíquico.
Com a palavra, Jung que, como disse Jacobi, tinha algo de revolucionário:
“Devemos nos perguntar se outro substrato nervoso em nós, além do cérebro, pode pensar e perceber, ou se os processos psíquicos que ocorrem na ausência de consciência são fenômenos sincrônicos, ou seja, eventos sem qualquer relação causal com processos orgânicos ( ...) . Isso nos impele a concluir que um substrato nervoso, como o sistema simpático, tão diferente do cerebroespinhal em termos de origem e função, pode evidentemente produzir pensamentos e percepções tão bem como aqueles ( ... ) . Pois o sistema simpático, durante um desmaio, não fica paralisado e poderia, portanto, ser levado em consideração como possível portador de função psíquicas. Se assim for, deveríamos também indagar se a inconsciência normal do sono, que contém sonhos capazes de consciência, não poderia ser considerada de forma semelhante. Em outras palavras, portanto, caberia perguntar se os sonhos proviriam menos da atividade cortical dormente do que do sistema simpático não afetado pelo sono, sendo por conseguinte, de natureza transcerebral.”
E por que não ? Se pensarmos que 95% de nossas escolhas são inconscientes ! Fabuloso isso e também assustador! Diante deste número demonstrado por pesquisas em neurociências, podemos perceber a importância do processo de autoconhecimento e transformação.
A Astrologia nos fornece uma linguagem direta sobre os Arquétipos principais com os quais temos que lidar em nossa trajetória pelo Planeta Terra, e aí está a sua beleza. Além disso, a Alquimia nos fala que a configuração celeste de nosso momento de nascimento fica registrada em nosso Sistema Nervoso Central, mais especificamente em nosso corpo caloso em nossa primeiríssima respiração, como um “imprinting”, ou seja, teremos que lidar com essa dinâmica arquetípica em termos de projeto de vida, necessariamente, sendo que nossa responsabilidade principal será elevar esta Mandala a uma oitava superior. A isto, podemos chamar, individuação, já que termos que nos relacionar com os Arquétipos Astrológicos a cada passo do caminho, integrando sempre pessoal e individual ao transpessoal e universal. Essa é uma linda forma de ver a vida... bem... pelo menos na minha opinião...
Então... qual é o seu sol ? Como vc ilumina o mundo ? Qual o tom do seu brilho ?
·         Um sol de assertividade e autoconfiança ?
·         Um sol que ilumina o belo e o artístico ?
·         Um sol que amplia conceitos, interage, que interconecta ?
·         Um sol que estrutura, organiza ?
·         Um sol que transforma e modifica ?
·         Um sol que ilumina o inconsciente, num processo incessante de autoconhecimento ?
·         Um sol que cura, agrega e ampara ?
·         Um sol que lidera em seu carisma ?
·         Um sol diplomático, interpessoal que sinergiza opostos ?
·         Um sol que ilumina ideais ?
·         Um sol altruísta que existe no coletivo ?
Qual o Arquétipo que brilha em vc ???
A atividade que vem a seguir foi extraída do livro “ A Dança do Sagrado Feminino “ de Iris Stewart e o tema principal é a Dança Sagrada à Tara. Através dela, tornaremos Sol o nosso corpo, fazendo-o brilhar através do sagrado. É transformador ! Tente !
Uma dica final: endorfina produz prazer e alegria, diminui a sensação de dor e é produzida pelo movimento físico e por imagens bonitas, então... o que temos a perder, não é ?
TARA – COMO A DEUSA VERDE
Dizem queTara, como Deusa Verde, é a mais amada das bodhisattvas femininas. Dizem também que ela era uma mulher comum, diligente em suas práticas que atingiu o estágio da iluminação. Os monges daquela época lhe disseram que ela poderia assumir a forma de um homem, pois assim seria mais ´fácil cumprir sua missão. Mas ela pensou e riu, dizendo:
“Não existe nenhuma diferença entre o corpo doe uma mulher e o de um homem no que diz respeito à capacidade de obter a iluminação. Permanecerei no corpo de uma mulher até o fim dos tempos, uma protetora, um Buda, alguém que está plenamente desperto, atendendo rapidamente às preces daqueles, que calmarem por mim. Eu os ajudarei a atravessar o oceano de aflições, para estabelece-los na iluminação”.
“Os Louvores de Tara nos fazem lembrar de nosso potencial, de que somos dignas de respeito, capazes de grandeza, sábias nos caminhos do céu e da terra. Como dançarinas sagradas, treinamos para nos abrir para a energia das nossas possibilidades, para formar a conexão com os seres de sabedoria que nos fortalece por meio da sua compaixão. Vemos cada átomo do nosso corpo vibrando com energia iluminada. E enviamos esse poder para as nossas comunidades, rezando para que todas possam ser abençoadas com a abundancia, que todas possam ficar livres das aflições, que todas possam ser estabelecidas na sabedoria, no amor e na paz”
Através da dança de Louvor a Tara, Arquétipo existente em nosso Inconsciente Coletivo e, por isso, acessível a vc, haja paz, harmonia, amor, prosperidade, proteção e liberdade. Permita que, mesmo que momentaneamente, exista a possibilidade de clarificar obstáculos, acalmar suas emoções e direcionar seus pensamentos. Permita-se ser inspirada pela enorme sabedoria e paz de Tara.
Seguem-se, como exemplo, três louvores acompanhados por cores, qualidades e percepções. A essência deste trabalho que o torna tão poderoso é o espelhamento dessas qualidades iluminadas em você, para você. Que a sua dança reflita Tara, que o seu corpo se torne Sagrado !
Boa dança !
Conexão inicial:
Om eu louvo a Venerável Elevada Tara
Eu te louvo Tara Libertadora Lépida e Corajosa
Por meio de Tutare que Remova-se todo o Medo
Por meio de Ture que se conceda Boa Sorte
Por intermédio de Soha que eu me conecte ao Divino.

Louvor I: Tara como fonte de Realização 
( Cor: cobre, para despertar saúde radiante)
 Assim como o Sol e a Lua dissipam a escuridão, Tara dissipa a ignorância. O sol é quente e a lua é fria e pacífica, mas ambos emitem uma radiancia que é capaz de se sobrepor à doença recorrente do apego às causas do sofrimento . Hara é um mantra ardoroso ( Sol ); Tutare é um mantra pacífico ( Lua ). Dance o Sol a Lua através do Louvor a Tara e veja o que acontece...
Louvor àquela que é radiante como luz
Os seus olhos límpidos cheios como o sol e a lua
Entoando Hara Hara Tutare,
Ela remove a doença mais poderosa.
Louvor II: Tara Realizadora de Bem-aventurança
( Cor: amarelo, alegria da bem-aventurança )
Tara é rápida em ajudar todos os que bradam por ela. Ela surge da transformação do som primordial de Hung. Ela se diverte com o seu poder: bate o pé uma vez e os montes, Kailash, Meru e Mandhara, estremecem. Os três mundos de seres que vivem na terra, no mundo subterrâneo e nos céus ( nosso consciente, inconsciente e supraconsciente ). A dança de Tara gera felicidade em todas as mentes.
Louvor a Ela que é Lépida que surge da palavra seminal Hung
Ela bate o pé sacudindo os mais elevados picos das montanhas
Os três mundos estremecem debaixo dos seus pés dançantes
Louvor III: Tara, a Grande Alegria Triunfante
( Cor: vermelho, riso da alegria triunfante)
A coroa de Tara, ornada com pedras preciosas, brilha intensamente, emanando uma guirlanda multicolorida, de raios de luz a sua volta. Com grande alegria, Tara profere rindo, o mantra de remover os medos “Tutare”, e todos os seres no céu, na terra e nos mundos subterrâneos ficam completamente cativados. Ela satisfaz todos os desejos e remove todos os obstáculos.
Louvor a Ela cujo diadema irradia uma guirlanda de luz
O seu riso jovial de Tutare coloca o mundo sob o seu domínio

O que você sente quando pensa em si mesma como Sacerdotisa ?

Bjs !!!!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Grounding e Gaia, um olhar especial sobre nossa relação com a Terra.

Segundo a Alquimia, há em nós um órgão energético chamado Matrix. Ele se assemelha a uma grande coroa que temos acima da cabeça, acima do chakra coronário e ele é responsável por nos conectar a todo e qualquer processo criativo, seja no sentido simbólico, seja no sentido literal. Ele nos coloca em profunda conexão com Gaia, a Mãe Terra. Em função disso, a Mulher se torna Sacerdotisa de Gaia, cuja interação com a Natureza é de extrema profundidade, quer ela tenha essa consciência ou não.
A saúde da Mulher depende de uma profunda conexão com a Natureza de Gaia e vice-versa! Veja a importância, a responsabilidade e o poder que recai sobre o feminino. A mulher é dona de um poder natural, por ter um acesso direto ao conhecimento cósmico, às estrelas. A intuição é o natural na mulher, daí sua relação com a bruxaria, com as ervas, com a magia.
Parte da depressão, da tristeza e da ansiedade que, nós mulheres sentimos atualmente, está relacionada às feridas que estão sendo impostas à Gaia.
Assim, quando essa força é negada, a Mulher se torna “invisível” acaba tendo a sensação de não ser vista por ninguém.
Problemas relacionados à Matrix são causados por restrição ao processo criativo, seja simbólico ou concreto. Reequilíbrio pode ser retomado quando criamos plantas, animais, desenhos, músicas, alinhamo-nos ao conceito de ecossustentabilidade ou desenvolvemos atividades artísticas ou artesanais são formas de estimular a reconexão com a Matrix.
Neste texto vamos focar na Magia de Gaia, no Curar-se para Curar a Terra e nos tornarmos mais fortes e emponderadas: grounding.
Falamos sobre a visão psicológica do grounding no post: Grounding e presença no corpo
Aqui, traremos um olhar ecológico e ritualístico do grounding.
A base bibliográfica aqui está no livro “Círculos Sagrados para Mulheres Contemporâneas”, de Mirella Faur, um livro que eu recomendo para quem curtir temas relacionados ao Sagrado Feminino.
Então vamos lá !
Boa leitura !

O culto da Mãe Terra existiu em várias culturas antigas, e faz parte de nosso DNA Ancestral. Para os antigos gregos, Gaia representava tanto a grande Deusa da Terra quanto a forma física da Terra.
Na medida em que fomos “evoluindo”, passamos de uma total integração à Natureza, à uma postura de soberba sobre ela, com a Natureza não mais sendo vista como sagrada, animada, dotada de alma. Na ciência, tivemos o pensamento cartesiano, com a separação sujeito/objeto, com o sujeito sendo superior ao objeto de estudo. Separamo-nos uns dos outros.
O período atual – que começou com jovens aproximadamente da década de 1960 revoltando-se contra a farsa da Guerra Fria, o “American Way of Life”, movimentos black power, women power, gay power que valorizavam e davam voz às minorias oprimidas -  está permitindo uma outra visão, de integração e busca da reconexão do indivíduo.
No campo das ciências, tivemos uma ruptura cuja visão até hoje é pouco aprofundada, com o experimento da Dupla Fenda que jogou por terra a história de que sujeito e objeto estão apartados e nos trouxe para um outro patamar: o patamar de que a nossa intenção determina a reação. Ah.... o Homem já não estava separado da Natureza... Já não detinha poder sobre ela... ERA PARTE DELA !!!!
Interessante isso... porque nos levou de volta no tempo, ao tempo dos filósofos Gregos segundo os quais as leis naturais de Gaia são afetadas pela ética de moral humanas, portanto, a ordem natural pode ser desequilibrada pelo comportamento errado do homem. Citando o filósofo grego Hesíodo: “quando os homens têm a conduta certa, suas cidades florescem e não existem guerras ou fome, pois a Terra traz abundância e felicidade a todos”.
Para citarmos um cientista: “Portanto, aqui estamos – todos parte deste grande holograma chamado Criação, ou seja o EU do todos nós.”  - Itzhak Bentov ( 1923 – 1979 ) – citado no livro A Matriz Divina, de Gregg Braden.
O sagrado precisa ser recuperado como parte de nosso cotidiano, acredito que só assim, sairemos desse vazio infértil e pesado no qual entramos.
E não é tão difícil assim. Se assumirmos e respeitarmos nossos ciclos biológicos, compreendendo nossas mudanças assim como as mudanças de Gaia, através de seus solstícios e equinócios, além das fases lunares e suas celebrações, já estaremos dando um enorme passo e nos integrando para que a evolução possa continuar ocorrendo em nossas vidas e em nosso Planeta.
 A Dra. Eleanor Luzes nos diz que “há muito para se comemorar (... ) pois o tempo de zelar pelo próximo chegou, a ternura põe sua face à mostra. Sua coragem é a que vem da certeza do serviço amoroso, lembrando o arquétipo de Maria.
Jung (1993) nos ensina que : 
“O próprio Deus não pode prosperar numa humanidade que sofre de fome espiritual. A esta fome reage a psique da mulher, pois é função do Euros unir o que o Logos separa. A mulher de hoje está diante de uma enorme tarefa cultural que significa o começo da nova era” (p.128).
          A figura do arquétipo do feminino liga-se ao cuidar, nutrir, tratar. É esta força da natureza, visto que é isto que este aspecto do inconsciente coletivo representa na estrutura humana. Assim tal força vem trazendo uma nova visão de cuidado com a planta, como se observa através dos movimentos ecológicos.
É desta força que estamos falando aqui !
E para que sejamos capazes de nos fortalecer individualmente e contribuir com algo que é maior que nós precisamos restabelcer a conexão com nossa Mãe primordial, pois essa sintonia irá nos impulsionar na descoberta de novos meios para garantir Vida. Mudanças de comportamento, pequenos atos de preservação e cuidado, maior responsabilidade nas ações e escolhas podem fazer parte de nosso cotidiano. Podemos tentar proteger aquilo que está ao nosso alcance. Isso inclui, lógico, nossos corpos sagrados e nossa psiquê.
A premissa básica para ouvir o Chamado de Gaia e nos mobilizar para buscar a cura – a dela e a nossa – é reconhecer que não existe uma separação entre a Sua existência e a nossa sobrevivência. Se o nosso corpo é sagrado, o de Gaia também o é e vice-versa. Existimos em nosso corpo, ele conta toda nossa história e aí está a sua beleza. Ele é franco e verdadeiro. Não tem nada a esconder, por mais que queiramos.
Temos que cuidar de nosso corpo psicológico, promover processos de transformação e amadurecimento, transmutar o que não nos serve mais, zelar por nossa autoproteção psíquica, fortalecer nosso corpo áurico através do alinhamento do Hara, práticas de saudação ao sol, ingestão de elixir de cristais, água solarizada, ritualização dos ciclos femininos e de Gaia, andar descalças, sentir o chão, sentir o corpo, honrar a Natureza...
Somos guardiãs de Gaia e não podemos nos esquivar disso.
Quando percebemos que fazemos parte de Gaia, algo em nós muda, percebemos que há algo que está além de nós, o medo diminui, nossas inseguranças também, pois passamos a perceber o entorno de forma mais ampla, há uma certa gratidão como pano de fundo em nossos corações e nos acalmamos.
Quando nos acalmamos, acalmamos nossos filhos, nossos animais e todos os que convivem conosco, porque se sentem seguros, como nós nos sentimos seguras em Gaia.
Quero então, terminar este post com uma meditação do livro de Mirela Faur, cujo título é Encontro com Gaia.
Imagine-se levantando voo e flutuando acima da Terra, no espaço. Observe o globo azul esverdeado girando entra as nuvens, veja oceanos e continentes, cadeias de montanhas e desertos, florestas, rios e lagos.
Tente perceber algum lugar específico: os picos dos Himalaias, dos Alpes, a bacia do Nilo, o rio Amazonas, as pirâmides do Egito... vc escolhe.
Admire tudo o que vê e saúde Gaia, reverenciando sua beleza. Lembre-se que Ela é um ser vivo que sente seus pensamentos e emoções e projete para Ela respeito, amor e gratidão. Em forma de energias coloridas que acalmem seu cerne e estabelecem um canal de comunicação entre vocês.
Irradie amor para Gaia, veja esse amor irradiando odo seu coração como uma chama rosa e envolvendo a terra, levando seus pensamentos de cura porá os pontos de discórdia do planeta.
Mentalize agora energia verde para a preservação dos recursos naturais, azul para a limpeza das águas, branca para a pureza do ar, dourada para a expansão da consciência dos dirigentes.
Concentre-se em algum país, lugar, cidade, área, objetivo, necessidade local ou global e projete energia branca luminosa.
Após alguns momentos, agradeça a Gaia por tudo o que você e sua família receberam dela, despeça-se e volte para o “aqui e agora”, sentindo-se renovada e forte.


Um beijo grande !

domingo, 29 de janeiro de 2017

O Poder Criativo da Mulher

Olá, Pessoal, tudo bem ?
Neste artigo, vamos falar sobre o Poder Criativo da Mulher e sua importância nos processos de cura e equilíbrio.

A Alquimia dá enorme importância às mulheres, que, conforme já falamos em artigo anterior, é considerada dona de uma incrível capacidade de fazer a conexão entre o Espírito e a Matéria, pois é através do seu corpo que o espírito encarna.
A importância é tanta que dentro da terapêutica alquímica, não tratamos a Mulher da mesma forma que tratamos os Homens. Os florais são específicos para cada um dos sexos, já que a grande diferença está na existência da Matrix, como órgão energético do feminino, responsável pela sabedoria, pela intuição, pela criação, pela criatividade e que a coloca em profunda conexão com Gaia, já que a Matrix em si existe como um grande sistema que gerencia Gaia, seus ciclos de procriação e destruição, assim como o corpo feminino que concebe e gesta. Em função disso, a Mulher se torna um ser complexo, cuja interação com a Natureza é muito profunda, quer ela tenha consciência disso ou não.
A saúde da Mulher depende de uma profunda conexão com a Natureza de Gaia e vice-versa! Veja a importância, a responsabilidade e o poder que recai sobre o feminino. A mulher é dona de um poder natural, por ter um acesso direto ao conhecimento cósmico, às estrelas. A intuição é o natural na mulher, daí sua relação com a bruxaria, com as ervas, com a magia.
A Mulher recebe a orientação das estrelas e por isso se torna capaz de orientar os demais, de exercer o papel de sábia, de referencial.
A Mulher conectada com a Matrix, ocupa seu lugar no mundo com propriedade, lidera de uma forma saudável, torna-se criativa, produtiva, acolhida pelo em torno, equilibra-se financeiramente, beneficia as pessoas ao seu redor e é beneficiada por elas.
Quando essa força é negada, a Mulher se torna “invisível” acaba tendo a sensação de não ser vista por ninguém. Questões relacionadas a problemas uterinos, ovarianos, menstruação e até mesmo a dificuldade de engravidar podem ter sua origem no fechamento e na desconexão com a Matrix.
Problemas relacionados à Matrix são causados por restrição ao processo criativo, seja simbólico ou concreto, desequilíbrios no relacionamento com a mãe, vida excessivamente cosmopolita e até mesmo na Matrix desequilibrada da mãe.
Preste muita atenção a esta dica, simples, porém verdadeira: se você está se sentindo vitalizada, produtiva e feliz por mais difíceis que sejam suas atividades, então vc está orientada com seu espírito. Por outro lado, se você está se sentindo deprimida, infeliz, "se arrastando", pode ter certeza de que vc está fora da sua missão e sua Matrix não está trabalhando na sua plenitude.
Criar plantas, criar animais, ter filhos, adotar filhos, desenvolver atividades artísticas e artesanais são formas de estimular a reconexão com a Matrix.

A mulher reconectada com a Matrix tem características vibrantes e vc pode ler sobre a força desta mulher clincando no link que escrevi a respeito:
https://alquimiaecura.blogspot.com.br/2017/01/o-poder-criativo-da-mulher-2.html
No sistema Joel Aleixo, há um tratamento específico para as Mulheres e sua Matrix, cujos resultados são maravilhosos para quem os toma, no sentido de reequilibrar sua saúde física, emocional e mental, tornando-a mais cheia de vida e luz. Há inclusive casos de mulheres que não conseguiam engravidar que, a partir do tratamento da Matrix, puderam realizar o sonho de ser mãe.
Seja como for, a saúde feminina tem muito a ganhar com o Floral Equilíbrio Feminino, que, embora não seja o tratamento da Matrix em si, poderá contribuir muito para um trabalho inicial de recuperação da força incrível do Sagrado Feminino.
http://loja.joelaleixo.com/secao/compostos/?item=compostos-equilibrio-feminino


Beijos !